Em 1991, como militar, fui fazer um curso de seis meses em Belo Horizonte, que distava 300 quilômetros da cidade onde eu morava.
Foi um tempo de muita pressão psicológica: o curso era muito intenso, eu não estava muito contente com a carreira militar, a instabilidade financeira do País não contribuía para a tranquilidade profissional.
Somou-se a isso o fato de minha esposa e filhos estarem tão distantes por tanto tempo. Apesar de ter um grupo de irmãos muito bom naquele cidade, confesso que meu coração estava muito triste.
Mesmo com tudo isso acontecendo, não deixava de tocar o meu violão e compor. Numa dessas horas, num pequeno quarto, escondido de todos os amigos, no terceiro andar do prédio onde morávamos, compus essa música que relaciona os atributos de Deus, que está acima de todos os problemas e é a nossa única esperança.
Providencialmente, foi justamente essa a música que exatos 10 anos depois, irmãos de todo o Brasil cantaram para mim ao telefone quando estive fazendo quimioterapia em Curitiba, outra grande prova na minha vida. Foi uma grande força e um fato que jamais esquecerei.