Esse, talvez, tenha sido meu maior desafio musical.
Mesmo depois de fazer músicas difíceis como Genealogia, A construção do Tabernáculo, José, e tantas outras, ao me deparar com o livro de Levítico, achei que não concluiria o Oratório do Pentatêuco.
Qual seria a linguagem? Qual a música? O livro tem assuntos complexos de se colocar em música.
Quando imaginei que Arão, o sumo sacerdote pudesse cantar as leis num ritmo chamado “embolada”, muito característico do nordeste, pulei de alegria. A embolada é um ritmo primo do rap, onde cabe qualquer assunto; é um tipo de música que parece, às vezes, falado.
Compus boa parte da música como sendo uma embolada misturada com rap, para ser cantada com pandeiro e voz. A partir da terceira estrofe percebi que a letra caberia bem num choro e foi o que ocorreu.
Como o texto da música relata apenas leis do antigo testamento, e faz parte de um contexto, quando fui gravá-la, fiz a última estrofe conectando com Jesus e aos nossos dias, para que qualquer pessoa entendesse que essas leis não valem para hoje.