Depois de morar 30 anos no interior de Minas Gerais, fui morar em Brasília, em 1993. Por ser a capital do País, Brasília recebe pessoas de todo o Brasil, e com elas, os costumes e os sotaques.
Meus filhos, que eram pequenos à época, e nós também, fomos muito criticados por causa do nosso sotaque de mineiro do interior. Algumas vezes nossos filhos chegavam chorando da escola por causa da crítica dos amigos.
Motivado por isso, resolvi escrever uma música que mostrasse as diferenças que realmente existem entre as pessoas, mas também que o importante não era isso.
Quis mostrar que as pessoas são importantes independentemente de como são e de onde vieram. O importante nesta vida é ter Jesus no coração.
Fiz um baião justamente para mostrar que um mineiro pode cantar um baião e vice-versa, e também para homenagear os nordestinos que, assim como os mineiros, são muito criticados pela maneira como se expressam, e o sotaque característico.