Desde que nasceu, Atilano Muradas ouve música em sua casa através de seus pais, Sebastião e Tereza, que foram músicos da noite. Eles cantaram MPB em programas de rádio e em festas, entre os anos 1950 a 1960. O pai, exímio violonista, acompanhou diversos cantores de sua época, incluindo, Nelson Gonçalves e Ângela Maria, e muitos outros, enquanto, a mãe, fora grande cantora e promessa nas artes cênicas. A carreira de ambos, no entanto, foi interrompida por uma visita à Igreja Presbiteriana de Araguari, cidade onde moravam. De imediato se encantaram com o coral daquela igreja e a ele se integraram em seguida. A paixão por participar e montar corais tornou-se objetivo do casal, e isso fizeram pelo restante de suas vidas.
Nesse ambiente, Atilano Muradas cresceu e se desenvolveu musicalmente. Aos 5 anos, já cantava em reuniões da sua igreja, aos 7 anos, iniciou no coral como soprano. Aos 13, passou para o contralto e, aos 15, o tenor. Foi também aos 13 anos, exatamente no dia do seu aniversário, que ganhou o seu primeiro violão e passou a estudá-lo sozinho. Atilano nunca teve aulas formais de violão. Aprendeu um pouco aqui e ali com o pai e os amigos, leu bastante, mas, seu maior professor foi suas próprias tentativas, sobretudo, para compor. “A necessidade de harmonizar minhas próprias músicas acabou por consolidar os conhecimentos do violão. Sempre que eu aprendia uma sequência ou acordes novos no violão, tratava de fazer uma música utilizando-o, então, não esquecia mais”, relata Atilano.